

O que você ouvirá e verá neste programa são histórias de movimentos musicais perdidos no limbo, que sempre estiveram a frente de seu tempo.
Falaremos um pouco da trajetória de bandas desconhecidas e completamente raras para a maioria dos ouvintes.
Contato: circocircuito2009@gmail.com
A Luta nunca vai parar !
Lipa e Tiago
Neste programa, Eles cantam Beatles, apresentamos a vocês algumas versões curiosas dos Beatles no auge dos anos 60 interpretadas por bandas brasileiras.
Por existirem diversas versões, selecionamos três raridades máximas do rock brasileiro, abrindo o programa com Renato e seus blue caps com sua curiosa história e na sequencia, pela primeira vez na internet, o tão procurado compacto dos Brazilian Boys, finalizamos com uma versão curiosíssima da banda The Rebels.
Um material raro e super procurado pelos colecionadores mundo afora. E aqui meus amigos... esta nas suas mãos... é só arrastar as cadeiras e apertar o play!
- Musicas do programa:
* Renato e seus blue caps – Menina Linda;
* Brazilian Boys – Help;
* The Rebels - O bode e a cabra.
Na onda da Brasa Jovem Guarda!
Escrever sobre o rock feminino no Brasil é o mesmo que escrever sobre o rock brasileiro. Suas histórias estão atreladas de tão vasto e interessante que é o material.
A começar pelo primeiro rock gravado no Brasil, Nora Ney (conhecida cantora de samba-canção) que prestou uma homenagem a Bill Haley com Ronda das Horas, primeira versão no Brasil para Rock around the Clock. Depois disto tivemos a explosão da garota do Rock, ou Celly Campelo, a primeira mulher a ter um programa de Rock em um canal de TV, Crush em Hi-Fi que apresentava junto com seu irmão Tony Campello.
Após a fase do rock instrumental, que não temos registros de bandas formadas por garotas, a época da Jovem Guarda criou vários grupos famosos por serem constituídos apenas por meninas, tais como As Oncinhas, As Brasas, a cantora Enza Fiori, Fátima Reis (que gravou um compacto belíssimo com o conjunto Rollin Fevers), a dupla Kitty & Ketty (gravou um compacto com um tema garagem chamado Ora se vai), entre muitas outras.
Vale lembrar que naquela época o publico era muito machista e pensava que lugar de mulher era em casa. Elas até podiam ficar em casa, mas empunhando uma guitarra, ao invés de uma vassoura, tanto que no final da década de 60 muitas outras cantoras se destacariam neste meio.
Talvez a principal delas seja a rainha Rita Lee, que junto do grupo Os Mutantes mudaram para sempre a história da musica moderna. Mas esta é uma história a parte.
O que queremos mostrar com o novo programa são vertentes curiosas na musica psicodélica e a veia roqueira feminina que existia e existe até hoje.
Gal Costa, por exemplo, gravou maravilhosos Lps e faixas bem agressivas para a época como todo o LP psicodélico da cantora, entre outras faixas como Acauã, do LP Le-Gal, em que flerta a macia voz de uma adolescente com a agressividade da mesma! Não é a toa que navegou numa boa entre o continente da MPB e do rock “maldito e alienado” da dupla Roberto e Erasmo.
Outras como De Kalafe viviam na obscuridade, mas mostrando o melhor de si, deixando canções belíssimas para esta humanidade, com mensagens puras e profundas. Ficou conhecida também por se apresentar descalça em seus shows, atitude da mágica década de 60.
Suely poderia ter sido uma Rita Lee, afinal iniciaram a carreira musical juntas, mas preferiu seguir por outros caminhos. O único compacto que deixou gravado é maravilhoso. A música apresentada no programa remete aos dias de infância, com um toque ácido de psicodelia juvenil.
Marisa Rossi, outra cantora desconhecida. Até onde se sabe deixou apenas um compacto gravado pela Continental, aquela do selo amarelo. Além de bela faixa, a cantora era linda e a curiosidade é que foi namorada do Fábio, que prestou homenagem deixando esta faixa para a cantora.
Lena Rios, a atitude em pessoa. Musa de Torquato Neto, lançou alguns compactos e Lps sempre muito bem acompanhada, além de serem itens de colecionador. O “compacto preto” é o mais procurado e você tem sorte de poder conhecê-lo melhor através do nosso programa!
Outras como Vanusa e Silvinha Araújo, cativavam o publico pela voz suave e outrora agressiva, além claro de muito bem acompanhadas de seus parceiros também do ramo, que as ajudavam na gravação e elaboração dos discos.
Luiza Maria, na minha opinião, o melhor disco com a melhor voz. Realmente é de arrepiar. Eu queria ser um anjo, título de um dos álbuns mais bonitos da musica e do rock brasileiro, mas também é uma história a parte, principalmente pela cozinha musical, uma das mais completas do Brasil.
O grupo Umas e Outras, que misturava a MPB avançada com toques de psicodelia com uma simplicidade incrível. Gravaram um ótimo disco pelo selo Polydor, produzido por Nelson Motta em 1970, também item de colecionador. Disco que está no hall dos “sons-pra-gringo-ver”. Se você procurar bem é capaz de achar umas cópias por ai.
A vertente é vasta e vale lembrar que existem diversas outras bandas e principalmente cantoras desconhecidas. Muitas não conseguiram gravar, ou deixaram canções inacabadas ou perdidas pelos corredores das gravadoras, hoje já extintas. Outras viram a luz do dia mais de 30 anos depois, como as Cilibrinas do Éden, ótima banda formada por Rita Lee e Lucia Turnbull, logo após a saída de Rita do seu antigo grupo. Disco super criativo, que se tornou um dos raros e perdidos álbuns do rock brasileiro. Foi lançado recentemente na Europa.
A gravadora Mocambo talvez seja a que mais apostou nas meninas, deixando vários registros em compacto simples.
Mas o que interessa é que até hoje existem diversas bandas de rock feminino por ai, no Brasil e mundo afora. Para nossa sorte, a maioria merece o nosso prestígio.
Se você quiser conhecê-las melhor, o myspace é um bom começo. Agora as bandas mais “obscuras” de outros tempos só pesquisando em sebos e livros, talvez você ache um disco que mude a sua vida, e ainda por cima com uma bela voz feminina.
Girls on acid, ou, garotas ácidas!
Lipa.
A luta continua!
Conhecidos pelos seus excelentes clipes - alguns indicados ao VMB da MTV, apresentam um rock rebelde e despojado. Para quem nunca viu, vale muito a pena conferir!
Estivemos com Alan, Noel e Jun num clima muito auto-astral, regado a muita cerveja e ao bom humor característico do programa.
Conversamos sobre discos, clipes e projetos futuros da banda, além de muitas outras curiosidades que você só encontra aqui.
Bloco 1
Música: Elizabeth - Não há luar nem céu bonito
Bloco 2
Música: Suzi Quatro - 48 Crash
Bloco 3
Música: Rock Rocket - Malóri Beach
Link: Rock Rocket lança clipe após viagem psicodélica.
A Luta Continua!
(Lipa em "O Lado B do B")
Nos reunimos no Café Elétrico Bar e brindamos como muitos grooves esse primeiro ano de luta.
Agradecemos a força daqueles amigos que estão "lado a lado" com o programa!!!
Muitos anos de vida ao Circo Circuito!
Vamos em frente... largando a Brasa Jovem Guarda por todo esse país!
Valeu!!!!
Programa Circo Circuito
A luta nunca vai parar!
A Luta Segue em Frente!
Vamos juntos matar a saudade de um Roberto Carlos que gostamos de escutar...
E as raridades continuam a todo vapor com:
1 - Os Dallans "É meu, é meu, é meu";
2 - Os Psicodélicos "Eu sou terrível";
3 - Bobby Mackay "Heaven on earth (Eu te darei o céu)".
aperte o Play e comece a dançar...
Salve a Brasa Jovem Guarda!
Programa Circo Circuito
A Luta continua!
(Luís e Tiago)
Junto à Maria P e Pedro Chau, Luis e eu seguimos trocando idéias no caminho dos sebos, entre os becos da baixa Lisboa. Luis, um grande colecionador e conhecedor do rock brasileiro, contava um pouco de sua história, curiosidades e coincidências entre nossas terras, além de mostrar-me o seu trabalho de garimpagem através de seu outro selo, o Galo de Barcelos - um maravilhoso trabalho de resgate da música jovem dos anos 60.
Suas reedições em vinil resgatam o sonho de uma geração que rompeu os preconceitos e transformou o mundo. Entre estas escavações estão também bandas brasileiras como o Beat Boys, que acompanharam Caetano Veloso em áurea tropicalista e Os Baobás, materiais raríssimos disputados à unha pelos colecionadores.
Os materiais mais interessantes são as edições Portuguese Nugguets, quatro volumes do mais obscuro rock de garagem portuga. Imperdível! Uma pena que esses volumes são tão raros quantos os originais.
(Maria, Tiago e Pedro)
A música Marginália prova este clima contestador em que Gil canta “Minha terra tem palmeiras, onde sopra o vento forte, da fome, do medo e muito principalmente da morte... Aqui é o fim do mundo, aqui é o fim do mundo...” fazendo um trocadilho com uma música já conhecida.
Outro ponto alto do disco é Pega a Voga, Cabeludo, gravada de uma forma bem anarquista para a época, no meio da música os músicos falam, discutem e riem. Chegam até a falar para o produtor do disco Manoel Barenbein parar de encher, ilário.
Gilberto Gil mostra o porque é um dos melhores compositores brasileiros na música seguinte, Ele falava nisso todo dia, sempre naquele clima épico das obras de Rogério Duprat.
Existe uma edição em cd que possui ainda a pérola obscura de Gil chamada Questão de Ordem, gravada com os Beat Boys, esta foi a música que Gil defendeu nos festivais daquele ano, cujo foi desclassificado. Ouçam e saibam o porque.
O que dizer de um disco de Gil de 1968 com a produção de Barenbein, arranjo de Rogério Duprat e participação dos Mutantes?
Talvez este último parágrafo já resuma tudo o que falei anteriormente.
Lipa
Programa Circo Circuito
A Luta Contimua!
Na sexta edição do Circo Circuito tivemos um tema bem diferente dedicado a paixão pelos carros.
Sabemos que a juventude sempre teve paixão pelo automobilismo e por isso decidimos fazer uma edição apenas com este tema.
Neste programa você ouvirá raridades máximas como o compacto do apresentador Jô Soares, é até engraçado ouvir um rock purista gravado por uma pessoa tão sofisticada, além de Luizinho e seus dinamites, Ed Wilson com a primeira versão de "Carro do papai" e também o grande Erasmo Carlos com "Carango" e outros rock´s bem bacanas.
Musicas apresentadas nos 3 blocos do programa:
- Jô Soares: Volks do Ronaldo;
- The Jordans: Cadillac;
- Ed Wilson: Carro do papai;
- Luizinho e seus dinamites: Carango Twist;
- Erasmo Carlos: O Carango;
- Banda de 7 léguas: Cabou minha mesada;
- Athayde Lara: Na onda do Teço Teco.
Pise fundo no volume...
Bloco 1
Bloco 2
Bloco 3
Programa Circo Circuito
A Luta nunca vai parar!
O disco tem uma fórmula não muito convencional, talvez por este motivo não tenha sido muito bem aceito pelos executivos da gravadora, sendo pouco divulgado. Miscelânea de guitarras distorcidas, efeitos sonoros, vocais divididos e alimentados por uma salada de ritmos brasileiros, este é um disco que faz questão de ser bem nordestino.
Desde inicio percebe-se o Tropicalismo à moda de Raulzito. Quase todas as faixas têm introduções debochadas, frases de duplo sentido - muitas delas não possuem nada a ver com a musica que vem na seqüência. É, realmente, a primeira fase anárquica de Raul Seixas.
É no clima circense que o disco se inicia:
“Respeitável publico, a Sociedade da Grã Ordem Kavernista, pede licença para vos apresentar, o maior espetáculo da terra...”
Na primeira faixa, Êta vida, Raul Seixas e Sérgio Sampaio descrevem o Rio de Janeiro e seus feitiços. Porém, é no refrão que deixam bem claro os seus sentimentos: “Mas não era o que eu queria, o que eu queria mesmo era me mandar”. Bem diferente das letras tropicalistas de Gil, Caetano e sua tropa.
Na seqüência, a música tema do disco, Sessão das dez, feita por Raul Seixas, possui uma introdução maluca, misturada a vocais e metais: “Eu comprei uma televisão, que distração...”. Tire você mesmo a conclusão se isso tem ou não duplo sentido. Sessão das dez é uma seresta declamada por Edy, acompanhado pela “flauttinha matadora”, cavaquinho e pandeiro.
A terceira música do Lado A, Eu vou botar pra ferver, outra composição de Raul, é introduzida por um dialogo entre Sérgio e Raul:
- Ih... rapaz hoje eu vi meu ídolo da juventude!
- Essas coisas já não me assustam mais, as laranjas continuam verdes e ...
- Ih... cara, péra ai, não complica, eu já disse que eu vi meu ídolo da juventude!
- É meu amigo, assim os discos voadores nunca irão pousar.
Em uma mistura de rock com baião e num clima muito auto-astral, suas origens nordestinas não poderiam ficar de fora. Nesta bela interpretação da dupla, é só deixar o disco girar e começar a dançar.
A faixa Eu Acho Graça (Sérgio Sampaio) também segue com as introduções malucas. Desta vez, em meio a uma festa toca o telefone:
- Alô, é Jorginho Maneiro, é verdade que você agora é hippie?
- Pódiscrê.
- Pódiscrê, Pódiscrê, Pódiscrê, Pódiscrê....
Dançante e sem classificação, Sérgio Sampaio canta um samba-rock-baião de guitarras com teclados alucinados como pano de fundo.
Há um hippie em pé no meu portão, no meu portão... é a introdução de Chorinho inconsequente (Sérgio Sampio e Erivaldo Santos), um samba maravilhoso interpretado por Miriam Batucada, inicia e termina com as famosas guitarras abelhudas da época.
Já a música "Quero ir..." é mais um rock-baião composto e interpretado por Raulzito e Sampaio fechando o lado A.
O mais interessante deste disco é que, diferente de todos os outros, o lado A é mais louco que o lado B.
O Lado B começa com a única musica que não foi composta por Raul ou Sérgio Sampaio. Soul Tabarôa (Antônio Carlos e Jocáfi), a voz rouca de Miriam Batucada e os efeitos sonoros são embalados ao som da rabeca, é uma bela versão de uma música dos conterrâneos baianos.
Todo Mundo Está Feliz, uma composição de Sérgio com cara de Raul, são os primeiros registros passeios estelares a bordos de seus discos voadores, esta tem outra engraçadíssima introdução:
- Está no ar? Estamos aqui em plena Cinelândia gravando o programa Brasa Viva, vamos entrevistar um presente... Hei você ai, qual tipo de musica que você prefere, melodiosa ou barulhenta?
- Barulhenta né, bicho! Eu sou jovem!
"Aos trancos e barrancos" um maravilhoso samba produzido, composto e interpretado por Raul, é uma raridade que você só encontra neste disco: "... eu vou descascando a minha vida sujando a avenida com meu sangue de limão...".
Eu não quero dizer nada (Sérgio Sampaio), com uma bela interpretação de Edy, destaca-se pelos teclados psicodélicos.
Dr. Pacheco (Raul Seixas) – particularmente, a música que mais gosto do disco – é uma canção que passaria tranquilamente por uma produção de sua carreira solo, porém num clima bem psicodélico.
"Lá vai nosso herói, Dr. Pacheco,
Com sua careca inconfundível, a gravata e o paletó
Misturando-se as pessoas da vida
La vai Dr. Pacheco o herói dos dias úteis
Misturando-se as pessoas que o fizeram."
Finale é a faixa de despedida do disco, que termina o circo com um belo som de descarga. Afinal, até mesmo de uma bela feijoada, você se despede pela descarga.
p.s. Para quem quiser conhecer um pouco da tragetória de Raul Seixas como produtor, o O Circo Circuito prestou um bela homenagem no programa Produz Raul!!!
entre e confira!
A Luta Continua!
Essa pérola ficou por 24 anos nos arquivos da CBS, até ser reeditada em 1995 pelo selo de Leno, a Natal Records. O disco foi gravado por completo, tendo suas doze musicas e ainda com direito a um bônus track.
Com pouquíssimas cópias, este CD é tão disputado quanto o compacto original pelos colecionadores, que chegam a pagar boas quantias por um exemplar.
A Primeira Faixa “Johnny McCartney“ mostra o quanto ele era moderno, pendendo para uma sonoridade mais Led Zepellin do que Beatle, isto é, uma pegada setentista. O lado romântico do disco em “Por que não?”, “Lady Baby” e “Convite para Ângela” vem de uma parceria de Leno com Raulzito.
Outra faixa maravilhosa é “Peguei um Apollo” (peguei um Apollo na esquina e sai viajando por ai...), a musica é de Arnaldo Brandão, que fazia parte do A Bolha. Destaco, também, a faixa “Não há lei em grilo city” de Leno e “Sr. Imposto de Renda” de Leno e Raul, trazendo à flora o espírito anárquico do disco.
O disco é bom por inteiro e ainda traz a faixas “Contatos Urbanos” do húngaro Ian Guest, parceiro de Raul e Sergio Sampaio e “Bis” mais uma parceria de Gileno e Raulzito.
Infelizmente não é possível encontrar estas reedições tão facilmente assim. Em alguns sebos especializados, localizados na região da Galeria do Rock em São Paulo, com alguma sorte, você poderá encontrá-lo (mas, por um preço bem salgado). O que vale à pena, pois este é, sem dúvida, um grande disco do rock nacional e um passo importante para Raulzito se tornar Raul Seixas.
Tiago
Programa Circo Circuito
http://www.youtube.com/circocircuitoprogram
A Luta Continua!
(Último Programa C.C. "Eles Cantam Roberto...")